Fabrício Renner de Moura

Graduado e Mestre em História, e, Especialista em Campo Social:práticas/saberes. Nesse espaço busco revisitar discussões e interpretações sobre História regional e local, assim como outras dimensões historiográficas.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O COLÉGIO RIO BRANCO: UM FRAGMENTO DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO CRUZALTENSE. Em lamentável estado de conservação, encontramos na Avenida. Gal. Osório, n. 860, centro de Cruz Alta, o edifício do antigo Colégio Rio Branco. Construído no ano de 1915, pelo belga Henrique Hostin, diretor e professor da entidade, o colégio funcionou em regime de internato e ofereceu os cursos primário e secundário para meninos e meninas da cidade e região. O plano curricular da instituição era composto pelas disciplinas de conhecimentos gerais, como álgebra e geometria, línguas portuguesa, francesa e alemã, geografia, história, instrução cristã e ciências químicas e naturais; e atividades físicas com aulas de ginástica sueca, corridas e saltos. Além desses cursos, o colégio criou uma companhia de escoteiros para os alunos, visando ensiná-los um cotidiano disciplinado com horários, responsabilidades e companheirismo, parecido com a vida militar. Com o intuito de prepará-los a ter um corpo saudável e perfeito, a companhia organizava excursões a pé até os campos adjacentes da cidade. Os jovens escoteiros, também tinham aulas cívicas e desfilavam em datas nacionais, como o dia da independência. Observando a grosso modo, as disciplinas e o contexto sóciopolitico, início da República, a instituição desenvolveu um trabalho educacional voltado para a formação intelectual, moral e física dos alunos. Prepará-los para tornarem-se indivíduos equilibrados e aptos para o trabalho num Brasil governado por elites ávidas pelos modelos civilizados das nações ocidentais modernas e capitalistas. Por fim, quanto a arquitetura do edifício, conforme as observações da arquiteta Maria Regina Kramer Silva, o estilo do prédio revela uma particularidade em comparação com as outras construções da época na cidade. Segundo Maria, o antigo colégio representou uma inovação estética e moderna no espaço urbano de Cruz Alta graças aos detalhes das grades em estilo belga na porta principal ainda existente, a assimetria da fachada frontal e as quatro porta-janelas que lembram pequenos púlpitos. (obra consultada: Um século de arquitetura urbana em Cruz Alta – 1826 a 1930. Unicruz, 1999. P. 42)

3 Comentários:

Blogger Gustavo Valduga disse...

Grande Fabrício!! Te encontrei aqui por acaso. Por onde andas? manda notícias tuas. Parabém pela publicação e pelo Blog.
Meu email é gvaldug@gmail.com.br
Abraço,
Gustavo Valduga.

18 de setembro de 2012 17:21  
Blogger Fabrício disse...

Fala doutor Gustavo? Quanto tempo cara!!! Tudo bem com vc? Estou em Itapema-sc e vc? Mande notícias. Um grande abraço.

23 de novembro de 2012 08:20  
Blogger Gustavo Valduga disse...

Pô tu tá bem hein!! Itapema! As coisas já acalmaram aí, os ataques enfim? Eu continuo em Bento, esporadicamente vou a Porto Alegre e encontro alguns colegas de mestrado por aí.
Tu continua na carreira acadêmica? Está em sala de aula? Eu prossigo em sala com alunos (não sei até quando).
Abraço e manda notícias.

25 de novembro de 2012 08:54  

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